Um jovem cearense morador da periferia, sem acesso regular a telefone celular ou internet, tornou-se o primeiro integrante de sua família a ingressar em uma universidade pública, após ser aprovado em seleção para o ensino superior. A história foi publicada pelo Diário do Nordeste e destaca os desafios enfrentados ao longo do processo de preparação e inscrição.

Segundo a reportagem, o estudante concluiu o ensino médio em escola pública e precisou recorrer a estratégias alternativas de estudo, como materiais impressos, apoio de professores e acesso pontual a computadores de terceiros, para conseguir acompanhar os conteúdos e realizar a inscrição nos processos seletivos. A ausência de recursos tecnológicos foi um dos principais obstáculos enfrentados durante a preparação.

A aprovação representa uma conquista histórica para a família e evidencia as desigualdades de acesso à educação e à tecnologia ainda presentes em comunidades periféricas. O ingresso na universidade pública também simboliza uma mudança de perspectiva social e profissional para o estudante, que agora terá acesso à formação superior.

Educadores e especialistas ouvidos na matéria ressaltam que o caso reforça a importância de políticas públicas de inclusão educacional, ampliação do acesso à tecnologia e fortalecimento da rede pública de ensino, especialmente para estudantes em situação de vulnerabilidade social.

A trajetória do estudante ilustra como o acesso ao ensino superior ainda depende, em muitos casos, de esforço individual aliado ao apoio de iniciativas educacionais, e reacende o debate sobre a necessidade de reduzir barreiras estruturais que dificultam o acesso de jovens da periferia às universidades públicas.