O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho ao longo de 2025, o maior volume observado nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais do Ministério da Previdência Social. Os afastamentos ocorreram por motivos de saúde e deram origem à concessão de benefícios por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença.

De acordo com o levantamento, os principais motivos dos afastamentos estão relacionados a transtornos mentais e comportamentais, como ansiedade e depressão, além de doenças osteomusculares, especialmente problemas na coluna e lesões por esforço repetitivo. Juntas, essas causas respondem por parcela significativa das licenças concedidas ao longo do ano.

Os dados mostram ainda que o número de afastamentos em 2025 supera os registrados em 2021, 2022, 2023 e 2024, evidenciando um crescimento contínuo das licenças médicas no país. Especialistas apontam fatores como sobrecarga de trabalho, envelhecimento da população ocupada e impactos prolongados da pandemia na saúde física e mental dos trabalhadores.

Para o governo federal, o cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção de doenças ocupacionais, à promoção da saúde mental e à melhoria das condições de trabalho. O aumento dos afastamentos também gera impacto direto nas contas da Previdência Social e na produtividade da economia.