O aumento no preço da gasolina tem levado consumidores de Fortaleza a reduzir deslocamentos e reorganizar compromissos para conter o impacto no orçamento. Para quem depende do veículo diariamente, os mesmos R$ 100 usados no abastecimento passaram a durar menos tempo, e o custo do combustível também pressiona despesas com transporte, logística, alimentos e serviços.

IMPACTO NA ECONOMIA

O combustível tem relação direta com a atividade econômica de Fortaleza, cidade com forte presença do setor de logística. Qualquer aumento nos preços tende a impactar diretamente a economia local, reduzindo o poder de compra das famílias, já que o combustível é considerado um bem essencial ligado ao transporte.

O transporte de produtos e a circulação de mercadorias dependem do combustível, o que faz com que uma elevação de custos nessa etapa possa pressionar outras atividades, com reflexos sobre logística, alimentos e serviços.

DECON NOTIFICA POSTOS

A gasolina chegou a R$ 6,99 por litro em bairros como Dionísio Torres, Aldeota e Meireles, no pagamento via Pix, débito ou dinheiro, e a R$ 7,19 no crédito. Consumidores relataram preços inferiores poucos dias antes do reajuste.

Diante das reclamações, o Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Decon) notificou 64 postos de combustíveis em Fortaleza para apresentar justificativas, com prazo de cinco dias para envio da documentação.

A análise vai considerar os preços de aquisição do combustível e os valores cobrados dos consumidores, para verificar se houve alteração no custo de compra e quanto desse eventual aumento foi repassado para as bombas. O órgão também vai avaliar se houve aumento nos custos operacionais dos próprios estabelecimentos durante o período.