A Anvisa publicou hoje o registro do Ozivy, primeiro medicamento à base de semaglutida sintética fabricado no Brasil a receber autorização para comercialização. Desenvolvido pelo laboratório EMS, o produto utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, da Novo Nordisk, cuja patente expirou em 20 de março. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução 2.122/2026, após análise técnica de eficácia, segurança e qualidade. O pedido havia sido apresentado em 2023 e seguiu os critérios de prioridade para medicamentos da classe GLP-1. O Ozivy é indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, em monoterapia ou associado a outros medicamentos. Será comercializado em solução injetável para aplicação semanal, em quatro apresentações com 1,5 ml ou 3 ml. O medicamento não é classificado como genérico, sendo registrado como "medicamento novo" na categoria de análogo sintético.

Uma das diferenças em relação ao Ozempic é a conservação: o Ozivy deve permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C antes e depois do tratamento, enquanto o Ozempic permite temperatura ambiente de até 30°C por até seis semanas. O preço ainda não foi definido, mas o vice-presidente da EMS indicou precificação cerca de 30% inferior à dos principais concorrentes. Para chegar à rede pública, precisará passar pela Conitec e pelo Ministério da Saúde.

A aprovação inaugura uma nova fase no mercado de canetas emagrecedoras. Outros cinco medicamentos sintéticos e um biológico à base de semaglutida seguem em análise pela Anvisa.