Aos 12 anos, Davi Moura, aluno da Escola Johnson, da rede pública municipal de Fortaleza, já lançou dois livros e agora planeja levar outros escritores mirins cearenses para a Bienal do Livro de São Paulo, de 4 a 13 de setembro. Convidado pela Câmara Brasileira do Livro, Davi quer levar mais sete crianças ao evento, após ter participado da edição de 2024 sozinho e prometido a si mesmo que voltaria acompanhado. "Pra mostrar a essas crianças e adolescentes de que é possível", diz. Junto ao projeto vai João Sasaque, jovem neurodivergente que estreia na Bienal com o livro "O Dia em que Fernando teve Azar". O único adulto do grupo é o poeta e arte-educador Tião Simpatia, que aprendeu a ler aos 15 anos por meio do cordel e atua como padrinho do projeto. A iniciativa conta com apoio da editora cearense Imeph e busca patrocínios para custear a viagem das crianças e seus responsáveis.
Davi também idealizou o projeto Infância Inclusiva, em tramitação na Câmara Municipal de Fortaleza e na Assembleia Legislativa. A proposta prevê a aquisição das obras de Davi, João Sasaque e Tião Simpatia para as bibliotecas das escolas públicas municipais, além de parcerias da Secretaria de Educação com editoras e escritores para ampliar o acesso à literatura na rede pública.
Os três livros tratam de temas complementares: regionalidade e sustentabilidade, neurodivergência e inclusão. O estudante já participou da Bienal do Ceará, da Feira do Livro de Brasília e foi selecionado para a Feira de Bolonha, na Espanha.
