O senador Camilo Santana (PT), coordenador político da campanha do presidente Lula (PT) à reeleição, denunciou nesta quarta-feira (14) supostas interferências das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, nas eleições. Mais cedo, a campanha petista acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constatar restrições na entrega de postagens aos usuários de plataformas da Meta: Facebook, Instagram e WhatsApp.

O QUE A CAMPANHA ALEGA

Segundo Camilo, há relatos de bloqueios, interrupções no funcionamento e redução de visualizações de conteúdos relacionados a Lula. A coligação "O Brasil Pronto Para Mais!" também citou que comandos para gerar imagens por inteligência artificial não permitem criar conteúdos sobre Lula, enquanto a criação de imagens sobre Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.

"Nós sabemos o peso que tem as redes sociais numa eleição presidencial, principalmente numa eleição curta, de poucos dias, que é o caso do segundo turno", disse o senador.

DENÚNCIA INTERNACIONAL E CANAL

Camilo afirmou que houve uma reunião com representantes de 12 países, entre partidos e entidades, para levar a denúncia ao exterior. "Não podemos admitir essa interferência das big techs", declarou. Ele também divulgou um canal para receber denúncias sobre a conduta das plataformas: www.censuradigital.lula.com.br.

Na mesma quarta-feira, a Meta anunciou a suspensão temporária da geração de imagens de candidatos por IA. Leia: Meta suspende imagens de candidatos por IA após relatos de assimetria. O espaço segue aberto à manifestação da Meta e da campanha de Flávio Bolsonaro.