O Ceará faturou 26 das 81 medalhas em disputa na final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nos dias 29 e 30 de agosto. O resultado colocou o estado à frente de São Paulo, com 11 medalhas, e da Bahia, com 10.

NORDESTE SE DESTACA

As equipes do Nordeste somaram, ao todo, 52 medalhas na etapa final. A ONHB distribuiu 17 medalhas de ouro, 27 de prata e 37 de bronze, além de troféus às escolas dos grupos premiados e medalhas de honra ao mérito aos demais participantes.

COMO FUNCIONA A COMPETIÇÃO

A olimpíada reúne estudantes do 7º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio, em equipes formadas por três alunos e um professor da disciplina. A competição tem seis fases on-line, realizadas em maio e junho, com uma semana de duração cada, incluindo questões de múltipla escolha e tarefas. Na etapa final deste ano, os testes levaram os estudantes a refletir sobre as barreiras históricas na formação escolar, no trabalho e na carreira científica de meninas e mulheres no Brasil.

SEGUNDO ANO CONSECUTIVO DE DESTAQUE

O desempenho cearense também havia sido destaque em 2025: na 17ª edição, o Ceará conquistou 28 medalhas, o maior número entre os estados, seguido por Pernambuco, com 14, e Bahia, com oito. Naquele ano, a competição reuniu cerca de 1,1 mil estudantes de todo o país, em 352 equipes, e a etapa final tratou do uso de mídias digitais e redes sociais por adolescentes.

A organização da ONHB não divulga ranking entre os finalistas: todos os medalhistas de ouro, prata e bronze são considerados igualmente dentro de seus respectivos grupos, sem classificação entre primeiro e último colocado.