O secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Ramon Rodrigues, apresentou na noite da última terça-feira um panorama da situação hídrica do estado na reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Segundo o secretário, o Ceará possui capacidade de acumulação de cerca de 18 bilhões de metros cúbicos de água, mas atualmente opera com pouco mais da metade desse volume. O ponto de maior atenção é a bacia metropolitana de Fortaleza, responsável pelo abastecimento da maior parte da população do estado. "Os principais reservatórios do sistema metropolitano têm hoje cerca de 280 milhões de metros cúbicos a menos que no mesmo período do ano passado", afirmou Ramon Rodrigues.
Entre as obras estratégicas apresentadas estiveram a Malha D'Água, o Eixão das Águas e o Cinturão das Águas, empreendimentos considerados fundamentais não apenas para o abastecimento humano, mas também para fortalecer a irrigação, o agronegócio e os múltiplos usos da água, promovendo melhor distribuição e armazenamento hídrico em todo o estado. O secretário destacou ainda que o Ceará ampliou sua capacidade de resposta após o período de seca entre 2012 e 2019. "A crise criou uma resiliência muito forte no sistema e o transformou em referência nacional", declarou.
O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, parabenizou a atuação do Sistema de Recursos Hídricos e destacou o planejamento da gestão estadual. "Nós vimos que vocês trabalham visando o antes, o durante e o depois, então estão sempre preparados para o que pode vir. E isso é gestão, é pensar sempre à frente", afirmou. A reunião reforça o diálogo entre setor produtivo e poder público na busca por soluções estruturantes para a segurança hídrica cearense.
Ceará opera com metade da capacidade hídrica e sistema metropolitano tem 280 milhões de m³ a menos
