Faltando pouco mais de dois meses para as eleições gerais, o Ceará terá 6.998.494 pessoas habilitadas a comparecer às urnas em 4 de outubro. O total foi consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral depois que o cadastro eleitoral foi encerrado, em 6 de maio. Nesse universo, elas seguem sendo maioria: a cada dez eleitores cearenses, mais de cinco são mulheres, numa proporção de 53% contra 47% de homens. O recorte por idade mostra o eleitor cearense típico na meia-idade, com o maior contingente na faixa dos 35 aos 49 anos e forte presença também entre 50 e 59. Outro dado de destaque é a inclusão: 38.472 eleitores optaram por constar no cadastro com nome social.
A digitalização do eleitorado é um dos pontos altos apontados pela Justiça Eleitoral. Quase 95% dos cearenses aptos, mais precisamente 94,73%, já têm a digital registrada, patamar que a corte estadual classifica como um dos mais altos de sua história. Para a presidente do TRE-CE, desembargadora Maria Iraneide Moura Silva, o número traduz o esforço de modernizar a identificação e blindar o processo. "Chegamos a mais um ciclo eleitoral com a certeza de que a Justiça Eleitoral cearense tem trabalhado com dedicação para garantir que cada cidadã e cada cidadão tenha a oportunidade de exercer o direito ao voto com segurança, autonomia e confiança", afirmou. Parte desse avanço veio de um mutirão feito entre o fim de abril e o início de maio, que levou os serviços eleitorais a quatro shoppings da capital e atendeu 148.213 pessoas em dez dias.
Em escala nacional, o país reunirá 158.745.463 votantes em outubro, cerca de 2,3 milhões a mais do que em 2022, puxados sobretudo pela expansão do eleitorado no Norte e no Centro-Oeste. A maioria feminina também se confirma no Brasil, com 52,84% do total. O perfil etário, porém, revela um eleitorado que envelhece: quem tem 60 anos ou mais já responde por 23,60% dos votantes, num cadastro que o TSE aponta como o mais diverso já registrado em termos raciais.
