A conta de luz dos cearenses vai ficar mais barata. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (25), a incorporação de cerca de R$ 484,6 milhões da repactuação do Uso de Bem Público (UBP) às tarifas da Enel Distribuição Ceará. As novas tarifas entram em vigor a partir desta quarta-feira (26).

Com a medida, o efeito médio do reajuste tarifário de 2026, homologado em 5,78% em abril, terá redução de 5,87%. Na prática, o efeito médio do processo tarifário deste ano, em comparação com 2025, passa a ser de -0,43%.

REDUÇÃO MAIOR PARA RESIDÊNCIAS

Os consumidores de baixa tensão, grupo que inclui residências e pequenos comércios e representa cerca de 86% dos clientes da Enel Ceará, terão redução estimada de 6,65 pontos percentuais em relação ao efeito homologado no reajuste deste ano.

Para consumidores de média e alta tensão, como indústrias e grandes comércios, a redução estimada é de 3,29 pontos percentuais.

DE ONDE VEM O DINHEIRO

Os recursos vêm da repactuação de valores devidos por usinas hidrelétricas pelo direito de exploração de potenciais hidráulicos, que são bens da União. O montante arrecadado é destinado à modicidade tarifária de consumidores atendidos por distribuidoras das áreas da Sudam e da Sudene, o que inclui o Ceará.

Em abril, a Aneel havia aprovado reajuste médio de 5,78% para os cearenses, pressionado por encargos setoriais, aumento dos custos de compra de energia e fim de ajustes temporários de 2025.

QUANTO FICA COM A ENEL

A fatura de energia reúne impostos, encargos, geração, transmissão e distribuição. Segundo a Enel, a parcela da distribuidora representa 28,9% do total: em uma conta de R$ 100, cerca de R$ 28,90 remuneram operação, expansão e manutenção da rede. O restante vai para geradoras, transmissoras e governos.

A companhia afirma ter investido mais de R$ 3 bilhões no Ceará entre 2025 e o primeiro semestre de 2026 e aponta melhora nos indicadores de qualidade, com o melhor resultado em 13 anos na duração das interrupções (DEC) registrado em 2025.