Um data center em desenvolvimento no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza, prevê 200 megawatts (MW) de capacidade na primeira fase e pode representar um aumento de 28,5% no processamento de dados do Brasil. O empreendimento é da Omnia Data Center e, segundo a empresa, pode ajudar a reduzir a dependência de estruturas instaladas no exterior.
De acordo com o engenheiro-chefe da Omnia, Bruno Patrocínio, cerca de 60% dos dados gerados por redes sociais brasileiras são hoje processados fora do país.
ENERGIA EÓLICA E ESTRUTURA NO PECÉM
Um dos diferenciais apontados para a instalação no Ceará é a disponibilidade de energia renovável. Em parceria com a Casa dos Ventos, o projeto prevê o uso de eletricidade de parques eólicos, com conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e contratos de longo prazo de fornecimento. Segundo a empresa, a estratégia busca evitar que a operação do data center concorra com o abastecimento destinado ao consumo residencial.
A localização também favorece a conectividade, com os cabos submarinos que chegam à Praia do Futuro, em Fortaleza, e ligam o Brasil a outras regiões do mundo. O Porto do Pecém é considerado estratégico para a chegada de equipamentos, e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) pode facilitar a prestação de serviços digitais para outros mercados.
CONSUMO DE ÁGUA
Patrocínio afirmou que o empreendimento consumirá cerca de 30 metros cúbicos de água por dia, dos quais aproximadamente 3 metros cúbicos no sistema de resfriamento dos equipamentos e os demais 27 metros cúbicos no consumo humano. Ele comparou o volume do resfriamento ao de sete residências.
CINCO DATA CENTERS AUTORIZADOS
O projeto da Omnia integra um conjunto de empreendimentos previstos para a ZPE do Ceará. Cinco data centers foram autorizados para a área do Pecém, e o primeiro está associado às operações da ByteDance, empresa responsável pelo TikTok.
