A dengue no Ceará voltou a avançar e já supera, antes do fim do ano, os números registrados em todo o 2025. Até o início de agosto, foram contabilizadas 36.393 notificações e mais de 11 mil casos confirmados, ante 25 mil notificações e 4.856 confirmações no mesmo período do ano passado, alta de 91,7% e 172,7%, respectivamente.

A circulação do vírus já alcança 176 dos 184 municípios cearenses, e 34 cidades estão em situação de alta ou muito alta incidência. O cenário é classificado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) como de risco para ocorrência de epidemias, com maior concentração de casos no interior, principalmente na Região Norte.

ONDE OS CASOS SE CONCENTRAM

A Coordenação de Vigilância Epidemiológica do Ceará aponta alterações climáticas e aumento da circulação viral entre os fatores do cenário deste ano. A distribuição dos casos não é uniforme: a atuação da vigilância se concentra principalmente na região de Sobral, no Vale do Jaguaribe, em municípios do Cariri e em parte da região de Fortaleza.

18 MORTES CONFIRMADAS

A doença também apresenta registros de maior gravidade: foram 376 casos com sinais de alarme e 19 casos graves. Até o momento, 18 pessoas morreram em decorrência da dengue no Ceará, e outras cinco mortes estão sendo investigadas.

A recomendação da Sesa é procurar a unidade básica de saúde diante dos primeiros sintomas, como febre, dor de cabeça e dor no corpo. Sinais de alerta, como vômitos persistentes e dor abdominal, exigem avaliação mais específica de um profissional de saúde.

PREVENÇÃO E VACINA

A eliminação de criadouros do Aedes aegypti, evitando água parada em recipientes e vasos de planta, segue como medida central de combate à doença. A vacinação também integra a estratégia de proteção. No SUS, o imunizante contra a dengue é oferecido a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que devem procurar uma unidade de saúde para verificar a disponibilidade.