O governador Elmano de Freitas foi até Acopiara na última segunda-feira (29), a 310 km de Fortaleza, após a polêmica envolvendo a guarda da plantação de maconha repercutir nas redes sociais. No local, afirmou que a Polícia Civil só sairá depois da destruição completa da plantação. "Antes de terminar o jogo do Brasil, nós ainda viemos para cá para poder garantir pessoalmente que o trabalho permaneça e vá até o final", disse o governador. Ele foi acompanhado do secretário da Segurança Pública, Roberto Sá, do delegado-geral da PCCE, Márcio Gutiérrez, do comandante-geral da PMCE, coronel Sinval Sampaio, e do prefeito de Acopiara, Vilmar Félix. Além da Polícia Civil, atuaram na destruição da maconha o Corpo de Bombeiros, a Pefoce e a Superintendência de Obras Públicas, que disponibilizou maquinário.
Elmano classificou como grave a denúncia de que teria havido negligência para que o crime pudesse atuar e afirmou que vai apurar tudo. O governador cobrou que o deputado federal André Fernandes, autor da denúncia que tornou o caso público, preste depoimento formal à polícia. "Quero pedir ao deputado André Fernandes que ele tenha a honra de poder, em depoimento, dizer que autoridade teria ligado para suspender o trabalho da Polícia Civil aqui. Nós somos pessoas sérias, a Polícia Civil é séria, e nós queremos saber da parte dele quem é a informação que alguém teria ligado", afirmou. "Não aceito impunidade", escreveu em legenda de vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Elmano, o objetivo das investigações é apoiar cada vez mais as polícias Civil e Militar no enfrentamento ao crime organizado no estado. A Secretaria da Segurança e a Controladoria Geral de Disciplina já haviam aberto inquéritos para apurar falha na custódia do local, onde foram encontrados aproximadamente 290 mil pés de maconha em uma área de três hectares.
