A Fórmula 1 cancelou os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos para os dias 12 e 19 de abril, em consequência da guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A decisão foi antecipada por veículos como Sky Sports, ESPN, Reuters e BBC, com o anúncio oficial esperado para hoje, durante o fim de semana do GP da China, em Xangai. Com os cancelamentos, o calendário de 2026 passa de 24 para 22 etapas, e abril fica sem nenhuma corrida da categoria, algo que não ocorria desde a pandemia de Covid-19, em 2020.

As etapas não serão substituídas. Circuitos como Ímola, Portimão e Istambul chegaram a ser cogitados, mas a falta de tempo hábil para organizar a logística inviabilizou as alternativas. Com isso, haverá uma pausa de cinco semanas entre o GP do Japão, em 29 de março, e o GP de Miami, em 3 de maio. A decisão foi acelerada pela necessidade de definir o transporte de cargas para a região em poucos dias, algo inviável diante da escalada do conflito. Em 28 de fevereiro, um míssil iraniano atingiu uma base naval americana a cerca de 30 km do Circuito de Sakhir, no Bahrein, onde também a Pirelli havia cancelado um teste de pneus.

O cancelamento representa um prejuízo comercial superior a 100 milhões de libras para a F1, já que Bahrein e Arábia Saudita pagam duas das maiores taxas de hospedagem do calendário. Os valores são divididos entre as equipes e a detentora dos direitos comerciais, com cada participante devendo absorver dezenas de milhões em perdas. É a primeira vez que razões geopolíticas retiram etapas do calendário da categoria desde o início dos Grandes Prêmios noturnos no Oriente Médio.