A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência da República que ocorreria na noite desta quinta-feira (1º). A emissora alegou que decisões judiciais das últimas horas comprometeram a viabilidade do encontro e causaram "insegurança jurídica".

DUAS DECISÕES DE ÚLTIMA HORA

Em nota, a Globo informou ter recebido duas intimações judiciais pouco antes do debate. A primeira, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a pedido da coligação do presidente Lula (PT) para retirar o púlpito reservado a ele, que participaria apenas como ausente — o petista já havia dito que não compareceria. A emissora afirmou que a manutenção do espaço, mesmo vazio, seguia regra assinada por outros partidos, incluindo o PT. A segunda intimação, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate.

QUEM FOI CONVIDADO

Segundo a Globo, a regra obriga o convite a candidatos de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso. Por esse critério, foram convidados Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT); Romeu Zema (Novo) havia sido incluído mais cedo por decisão do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques. O Missão, partido de Renan Santos, tem apenas um representante no Congresso.

O QUE DISSE A GLOBO

"As sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite", informou a emissora.