O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ontem (16), acusando-o de atuar em favor dos interesses dos Estados Unidos no Brasil. Em nota, o ministro classificou o parlamentar como "traidor da pátria" e afirmou que ele e integrantes da família Bolsonaro se comportam como "lobistas de negócios" do governo norte-americano. "Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria, que conspira contra o seu próprio país. Em vez de defender o PIX, a economia nacional, os empregos e os trabalhadores brasileiros, prefere atuar como vassalo dos interesses econômicos dos EUA no Brasil", declarou Guimarães. A manifestação ocorre em meio à repercussão da decisão dos EUA de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e às críticas de Flávio a Lula pela condução das relações diplomáticas entre os dois países.
Guimarães também relacionou as declarações de Flávio ao desgaste político provocado pelo caso envolvendo o Banco Master. Segundo o ministro, o senador estaria "desesperado" com a repercussão de reportagens que apontam supostas ligações entre ele, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Luiz Phillip Machado de Moraes Mourão, o Sicário. "As declarações de Flávio Bolsonaro culpando o presidente Lula pelo tarifaço revelam o seu desespero com o escândalo do Banco Master e suas ligações com Daniel Vorcaro e com Sicário. O pré-candidato à Presidência e sua família têm se comportado como lobistas de negócios dos Estados Unidos no Brasil", afirmou.
Na nota, o ministro também mencionou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo, afirmando existir um "cronograma de traição à pátria", com ações que, segundo ele, incentivaram as primeiras medidas tarifárias dos EUA contra o Brasil e dificultaram os canais de diálogo entre os dois países.
