O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse que vai entregar na terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, uma autorização para abrir seus sigilos telefônico e bancário e os de seus cinco filhos. Em contrapartida, cobrou que o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.
Segundo Lula, a expectativa é que Flávio apresente proposta para abrir o próprio sigilo, o de suas empresas e o de sua família, para que o eleitor saiba em quem está votando. O presidente disse que a iniciativa é uma defesa de sua honra e da de sua família, que fez questão de incluir os cinco filhos e que, por ser sua última disputa eleitoral, não ficaria quieto diante do que chamou de tentativas de atacar sua biografia.
ORIGEM DO DESAFIO
A proposta surgiu no debate da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrirem os sigilos bancário e telefônico. Na ocasião, Flávio disse não ter nada a esconder, sem confirmar que aceitaria nos termos propostos.
No mesmo debate, Flávio cobrou Lula sobre investigações envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que nega irregularidades. Lula citou o pedido de cerca de R$ 134 milhões feito por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, segundo mensagem revelada pela Polícia Federal. O senador é investigado no caso.
