A Enel Distribuição Ceará virou alvo de um processo administrativo aberto pelo Ministério Público do Estado, por meio do Decon, depois que a Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, ficou perto de dois dias sem luz. A decisão saiu na terça-feira (20), motivada por uma enxurrada de queixas de consumidores. Pelos registros do órgão, o problema começou na noite de 17 de julho, quando moradores e donos de negócios passaram a relatar que o fornecimento havia sido cortado e não voltava. Mesmo depois que a energia foi restabelecida, muitos clientes seguiram convivendo com oscilações na rede, situação que também entrou no radar da investigação.
O Decon quer entender o que derrubou o abastecimento, dimensionar o tamanho do estrago e checar se a distribuidora feriu direitos dos consumidores. Outro ponto sob análise é como a empresa pretende reparar quem teve perdas, incluindo a divulgação dos canais de ressarcimento. Entre os prejuízos relatados na Taíba estão comida estragada pela falta de refrigeração e a queda de internet, que travou o funcionamento de hotéis, pousadas, restaurantes e comércios em um dos principais destinos turísticos do litoral cearense. A Enel tem 20 dias para explicar a causa da interrupção, os impactos e as medidas adotadas.
Em nota, a concessionária confirmou ter recebido a notificação na terça (20) e disse que vai responder dentro do prazo. A empresa lembrou que, no sábado (18), atribuiu o apagão a uma ocorrência na Subestação de Pecém e afirmou ter montado uma operação de grande porte para normalizar o serviço, com manobras na rede, geradores e eletrocentros até religar todos os afetados. Caberá agora ao Decon avaliar se essas providências foram suficientes ou se houve falha capaz de gerar responsabilização.
