A proposta de regulamentação das barracas da Praia do Futuro, em Fortaleza, prevê que os empreendimentos tenham área máxima de 1,5 mil metros quadrados, o que obrigará muitas delas a abrir mão de estruturas extras, como os parques aquáticos. O acordo foi acertado entre o Ministério Público Federal (MPF), os empresários e os governos federal, estadual e municipal. Segundo o procurador da República Alessander Sales, coordenador do Fórum Permanente da Praia do Futuro, algumas barracas hoje ocupam mais de 5 mil m² e precisarão de redução significativa. "Não vai ter parque aquático, todos os parques vão ser retirados", afirmou.

As barracas terão de se enquadrar em um dos três padrões de tamanho definidos pela União: 500 m², 1 mil m² ou 1,5 mil m². Além da redução de área, os proprietários também precisarão quitar dívidas atrasadas junto à União para garantir a permanência no local, embora os valores não tenham sido divulgados. Apesar das exigências, o procurador afirmou que a adesão dos empresários ao projeto é "quase total". As partes tinham até esta terça-feira (24) para manifestar concordância ou discordância com as novas regras. A próxima etapa prevista é que a Prefeitura de Fortaleza lance um concurso de ideias arquitetônicas para a requalificação urbanística e ambiental da área. O acordo também preservará a faixa de praia de qualquer tipo de intervenção.

O governador Elmano de Freitas, que negocia o tema com o Ministério da Gestão e Inovação, afirmou nesta segunda-feira (23) que o acordo formal está "muito perto" de ser assinado, com a ministra Esther Dweck prevista para visitar Fortaleza em breve para tratar do assunto com o prefeito Evandro Leitão.