O Republicanos decidiu manter distância de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. A negativa à coligação foi confirmada hoje (4) durante a convenção nacional do partido. Segundo o deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente da legenda, a posição neutra prevaleceu entre os diretórios estaduais com 17 votos, superando o grupo que defendia a aliança com o PL, com nove votos, e a única diretoria estadual favorável a uma caminhada com o presidente Lula.

A convenção teve a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), visto como um dos principais articuladores da neutralidade da sigla, já que planeja fazer campanha ao lado de Lula na Paraíba, estado com forte histórico de vitórias petistas. O evento também contou com as presenças dos senadores Hamilton Mourão (RS) e Damares Alves (DF), que evitaram apoiar a neutralidade da legenda. Mourão atuou como vice-presidente de Jair Bolsonaro, enquanto Damares foi ministra da mesma gestão.

Na convenção nacional, o partido também oficializou que não terá candidatura própria à Presidência e conferiu à Executiva Nacional autonomia para definir os próximos passos, dando à cúpula da legenda carta branca para deliberar sobre eventuais alianças em um segundo turno. Segundo o deputado Celso Russomanno (SP), a escolha pela neutralidade buscou preservar a unidade da legenda. O parlamentar explicou que o principal receio era o de que um apoio a Flávio Bolsonaro rachasse o partido e prejudicasse a campanha de candidatos a deputado federal na região Nordeste.