O cantor cearense Wesley Safadão respondeu publicamente às críticas sobre os valores de cachês pagos por prefeituras do Nordeste para a realização de shows. A declaração foi feita no domingo (3) durante o Ribeirão Rodeo Music 2026, em Ribeirão Preto (SP), em entrevista à EPTV. "Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho", afirmou o artista, que também atribuiu parte da repercussão ao contexto eleitoral de 2026. Sobre os valores cobrados, Safadão disse que não existem métricas fixas no setor. "Não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam", declarou, acrescentando que nenhuma prefeitura é obrigada a contratá-lo.
A polêmica teve origem em março, quando o empresário e pré-candidato à presidência Renan Santos, fundador do MBL, publicou vídeo nas redes sociais chamando Safadão de "novo ícone da corrupção" e afirmando que o cantor havia firmado mais de 50 contratos com prefeituras entre 2024 e 2025, somando R$ 52 milhões. A Justiça do Ceará deu ganho de causa a Safadão por calúnia, difamação e injúria, determinando a remoção dos vídeos das redes do político e proibindo novas publicações de mesmo teor, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Renan Santos manteve sua posição, afirmando que os municípios gastam bilhões em shows em detrimento de prioridades como infraestrutura e saneamento.
A defesa de Safadão, representada pelo advogado Ricardo Valente, nega qualquer irregularidade nas contratações e destaca que o cantor nunca foi indiciado, denunciado ou investigado pelas autoridades. A Polícia Federal, segundo a defesa, não encontrou razão para avançar sobre o artista no inquérito que trata de fatos conexos.
Safadão rebate críticas sobre cachês de prefeituras: "Ninguém está cometendo um crime"
