O Ministério da Saúde incorporou hoje o Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS, com publicação no Diário Oficial da União. O exame já está disponível gratuitamente em ambulatórios, postos de saúde e hospitais da rede pública de todo o país. A solicitação pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades. Nas farmácias privadas, o mesmo teste custa em média R$ 40.
O principal diferencial do teste NS1 é a detecção precoce: ele identifica a presença de uma proteína específica liberada pelo vírus da dengue logo no início da infecção, já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas. Isso o torna mais eficaz do que os exames de anticorpos, que só confirmam o diagnóstico após o sexto dia de infecção, quando o organismo já começou a reagir ao vírus. O exame funciona por imunocromatografia, exige apenas uma pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo e o resultado fica pronto em poucos minutos. Não é necessário jejum ou preparo prévio.
Com o diagnóstico antecipado, o médico pode detectar sinais de alerta com mais rapidez, como a queda de plaquetas e o risco de evolução para a dengue hemorrágica. O teste contribui também para a vigilância epidemiológica, permitindo maior precisão no monitoramento da circulação do vírus. Os principais sintomas que justificam a realização do exame são febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, prostração e manchas vermelhas na pele.
SUS passa a oferecer teste rápido de dengue gratuitamente em postos e hospitais públicos
