Líderes de direita da América Latina parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição, neste domingo (25), enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se manifestou, segundo as informações divulgadas até agora. Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e se tornou o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto popular. Ele completa 81 anos na terça-feira (27).

O SILÊNCIO DE TRUMP

Antes do resultado, Trump disse apenas que os Estados Unidos estavam "observando" a disputa, ao ser questionado se apoiava Lula ou Flávio. No primeiro turno, ele também não declarou apoio a nenhum dos dois. Em eleições de outros países da região, como Argentina, Colômbia, Honduras, El Salvador e Equador, declarou apoio a candidatos de direita.

Pouco antes da campanha, o governo americano aplicou novas tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, e Trump recebeu Flávio na Casa Branca. Na semana passada, a Casa Branca não se comprometeu a reconhecer o resultado, e o Departamento de Estado respondeu que os Estados Unidos apoiam um processo eleitoral livre e justo. Um advogado de Trump questionou a eleição nas redes, em publicação compartilhada por Elon Musk e por Donald Trump Jr., sem que fossem apresentadas provas nas informações divulgadas.

O QUE DISSERAM OS LÍDERES

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, disse ter profundas diferenças políticas com Lula, mas que Brasil e Colômbia precisam um do outro. Daniel Noboa, do Equador, defendeu a cooperação regional. José Antonio Kast, do Chile, afirmou ter conversado com Lula e defendeu mais integração econômica e combate ao crime organizado. Santiago Peña, do Paraguai, Rodrigo Paz, da Bolívia, e Keiko Fujimori, do Peru, também parabenizaram Lula e defenderam parcerias bilaterais. O argentino Javier Milei ainda não havia se manifestado.