A votação do segundo turno vai até as 19h em todo o país, e não mais até as 17h, por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O horário é o de Brasília. A extensão foi determinada neste domingo (25) após denúncias de problemas no transporte público de eleitores, e caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumpri-la.

O PEDIDO

A medida atende a uma reclamação da coligação do presidente Lula (PT), segundo a qual não há ônibus suficientes para levar eleitores às seções em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Zanin escreveu que os fatos chegaram ao STF às 16h32 e que a gravidade e a urgência pediam uma resposta imediata.

O CASO EM SALVADOR

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) mandou prender o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, depois que cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens por terem adesivos de Lula. O TRE-BA também mandou restabelecer o serviço, com multa de R$ 1 milhão por hora, e enviou o caso à Polícia Federal. A Secretaria de Mobilidade informou que liberou toda a frota e que a operação está sendo normalizada. Feira de Santana e Lauro de Freitas não tiveram posicionamento informado.

TSE E MP ELEITORAL

A campanha de Lula fez pedido semelhante ao TSE, ainda sem decisão do presidente, Nunes Marques, que disse que o caso será analisado "no seu tempo". O Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a extensão nesse processo. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu mais tempo ao TSE, só em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Lula afirmou que o povo não deve desistir de votar e acusou prefeitos de tentarem impedir o voto. Ele disse que pedirá a prisão deles depois da eleição. As alegações ainda serão apuradas.