A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a concessão do Título de Cidadania Cearense à ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia e ao sacerdote e cantor Frei Gilson. As propostas foram apresentadas pelo presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri (PSB), que destacou a trajetória de ambos em suas respectivas áreas de atuação. O Título de Cidadania Cearense é uma das mais altas distinções concedidas pelo Legislativo estadual a personalidades que, mesmo não sendo naturais do estado, prestam relevantes contribuições à sociedade.
Cármen Lúcia Antunes Rocha é natural de Montes Claros (MG) e integra o STF desde 2006, quando foi indicada pelo presidente Lula. Foi a segunda mulher a sentar na Corte e presidiu o tribunal entre 2016 e 2018. Atualmente preside o Tribunal Superior Eleitoral, cargo que já ocupou anteriormente, tornando-se a primeira mulher a comandar o TSE. A homenagem reconhece sua contribuição ao fortalecimento do Estado Democrático de Direito e da Justiça no Brasil.
Frei Gilson, nome religioso de Gilson da Silva Pupo Azevedo, é sacerdote carmelita natural de São Paulo com grande projeção nacional como evangelizador, compositor e cantor católico. Suas transmissões digitais, como o "Rosário da Madrugada", alcançam fiéis em diversas regiões do país. A proposta de sua homenagem foi subscrita também pelo deputado Bruno Pedrosa (PT). Em Jericoacoara e no litoral cearense, onde a devoção religiosa é parte viva da cultura local, o reconhecimento de Frei Gilson pelo Legislativo estadual tem forte significado para as comunidades de fé da região.
Alece concede cidadania cearense à ministra Cármen Lúcia e ao Frei Gilson
