O Brasil ingressou pela primeira vez na categoria de países com desenvolvimento humano "muito alto", segundo a pesquisa Radar IDHM divulgada hoje pelo Pnud. Em 2024, o país alcançou o IDHM de 0,805, superando o limiar de 0,800 que define essa categoria na escala do Pnud. O resultado representa um salto expressivo em relação a 2012, quando o índice era de 0,744. Quando o Pnud começou a calcular o IDH, há 30 anos, o Brasil era classificado como de desenvolvimento humano baixo, com índice inferior a 0,555. O parâmetro que mais impulsionou a melhora foi a educação, de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024. A coordenadora do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou o papel do Bolsa Família. "É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola. Aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira", afirmou.
No ranking global, o Brasil subiu cinco posições, passando da 87ª para a 82ª colocação entre 193 países. A expectativa de vida chegou a 77,4 anos. A melhora foi mais significativa entre famílias de menor renda, especialmente no Nordeste e no Norte, que antes puxavam a média nacional para baixo. A Grande Teresina, no Piauí, atingiu IDHM de 0,809, e as regiões metropolitanas nordestinas tornaram-se protagonistas desta virada ao acelerar seus indicadores nas últimas duas décadas.
A pesquisa considera os últimos 13 anos, de 2012 a 2024, com recortes por cor e sexo. O Ceará figura entre os estados que mais avançaram, com municípios como Fortaleza e Sobral liderando o crescimento no Nordeste.
Brasil atinge maior IDH da história e entra no grupo de países com desenvolvimento "muito alto"
