Integrantes do Palácio do Planalto já conjecturam cenários de substituição de Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado, e o ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) é o nome favorito. A avaliação dos palacianos é que Camilo tem bom trânsito, é da confiança do presidente Lula e é uma das principais apostas do partido a longo prazo. Apesar de estar focado nas campanhas do Nordeste, o cearense é o preferido tanto pelas qualificações quanto pela falta de alternativas viáveis. Outros nomes foram considerados: Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE) foram descartados por não terem perfil para a função. Otto Alencar (PSD-BA) foi mencionado, mas preside a CCJ e acumular as funções não seria ideal. A volta do ministro Wellington Dias (PT-PI) ao Senado também foi cogitada, mas acordos com a suplente Jussara Lima (PSD-PI) dificultam essa saída.

A decisão final ficará a cargo de Lula, que se reunirá com Jaques Wagner nesta quarta-feira (24). Governistas evitam cravar a saída do senador baiano, mas a opinião que prevalece no Palácio é de que a substituição é a saída política para a situação. Quando Jaques se ausentou da função por razões médicas no passado, foi Otto Alencar quem assumiu a vaga interinamente. A expectativa da equipe de Lula é por uma definição até o fim desta quarta.

Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero da PF no último dia 18, com buscas em seu endereço em Salvador e bloqueio de bens de até R$ 670 milhões. A PF apura, em tese, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.