O Ceará registrou o primeiro caso confirmado de mpox em 2026, segundo dados do painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, atualizados nesta terça-feira (10). O diagnóstico foi contabilizado em fevereiro e o paciente é um homem de 37 anos. O estado também apresenta dois registros classificados como casos prováveis, e 67 notificações permanecem como suspeitas em investigação. Não há registro de óbitos no Ceará relacionados à doença desde o início do monitoramento, em 2022.
Em nível nacional, o Brasil soma 140 casos confirmados e nove prováveis em 2026, sem mortes registradas até o momento. O número mais que dobrou em menos de três semanas, acendendo o alerta das autoridades sanitárias. São Paulo lidera as ocorrências, com 86 confirmações, seguido por Rio de Janeiro (19) e Roraima (10). No Nordeste, a região soma três casos confirmados e dois prováveis. O cenário preocupa especialmente após a identificação, em dezembro de 2025, de uma nova variante do vírus no Reino Unido que reúne características dos clados 1 e 2, embora ainda não se saiba se ela tem maior transmissibilidade ou gravidade.
A principal forma de transmissão da mpox ocorre pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou secreções de uma pessoa infectada, sendo o contato íntimo e prolongado o principal facilitador. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, linfonodos inchados e erupções cutâneas, com evolução leve ou moderada na maioria dos casos. O Ceará possui rede descentralizada de atendimento pelo SUS e, desde 2023, aplica a vacina contra a mpox em grupos prioritários, como pessoas vivendo com HIV com imunossupressão e profissionais de laboratório.
Ceará confirma primeiro caso de mpox do ano; país registra 140 infecções em 2026
