A Secretaria da Saúde do Ceará confirmou o segundo caso de mpox no estado em 2026, por meio da plataforma IntegraSUS. Assim como o primeiro, o novo caso foi contraído em fevereiro, embora a confirmação tenha sido divulgada apenas agora. Não há informações sobre faixa etária, sexo ou município de residência do segundo paciente. O estado contabiliza, no total, 27 notificações da doença em 2026, sendo dois casos confirmados, 17 descartados e oito ainda sob investigação como suspeitos.

O primeiro caso cearense de 2026 havia sido divulgado no dia 10 de março e envolvia um homem de 37 anos que recebeu assistência médica adequada e apresentou evolução clínica favorável. No cenário nacional, o Brasil registra 149 casos confirmados e 539 suspeitos em 2026, segundo o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde. O Ceará soma 547 registros da doença desde o início do monitoramento, em 2022. A Sesa reforça que mantém vigilância epidemiológica contínua desde aquele ano e orienta os serviços de saúde sobre diagnóstico e medidas preventivas.

A mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo vírus MPXV, transmitida principalmente por contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres. Não há medicamento aprovado especificamente para seu tratamento, que se baseia no alívio dos sintomas e suporte clínico. São considerados prioritários para vacinação pessoas que vivem com HIV/Aids, profissionais de laboratório e indivíduos com contato direto com casos suspeitos ou confirmados. A Sesa recomenda que quem apresentar sintomas compatíveis com a doença procure a unidade de saúde mais próxima.