O Ceará registrou 15 mil casos de dengue nas primeiras 40 semanas epidemiológicas de 2026, quase quatro vezes o total do mesmo período de 2025. O estado também acumula 27 mortes pela doença, o triplo dos nove óbitos registrados durante a epidemia de 2024.
A maior letalidade é associada à circulação do sorotipo 2 (Denv-2), relacionado a quadros mais graves. Dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) indicam que essa variante predominou em cerca de 86% das amostras positivas coletadas em 2026.
DESACELERAÇÃO
Apesar do número elevado, os registros apontam queda ao longo do segundo semestre. A redução das chuvas diminui os pontos de água parada em ruas e residências, o que limita os criadouros do mosquito Aedes aegypti. A queda após os períodos de pico também faz parte do comportamento da doença.
PREVENÇÃO
A principal forma de prevenir a dengue é eliminar os criadouros, evitando o acúmulo de água parada em pneus, vasos de plantas, calhas e outros recipientes. Limpeza urbana, coleta regular de lixo e saneamento básico também ajudam a reduzir o mosquito.
Em Fortaleza, estações com larvicidas estão em uso desde abril de 2026. Eusébio e Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, adotaram o método Wolbachia, que usa mosquitos infectados com uma bactéria capaz de reduzir a transmissão de arboviroses.
A Sesa orienta procurar uma unidade de saúde ao apresentar os primeiros sintomas. Sinais de alarme, como dor abdominal e vômitos persistentes, exigem atenção para evitar complicações.
