A cera de carnaúba segue como um dos produtos mais estratégicos da pauta exportadora cearense. Entre janeiro e maio de 2026, o produto movimentou US$ 44,9 milhões, manteve-se como o terceiro principal item das exportações do estado e ampliou sua presença no mercado chinês. Dos US$ 39,2 milhões exportados pelo Ceará à China no acumulado até maio, aproximadamente US$ 14,7 milhões, equivalente a 37,5%, corresponderam à cera de carnaúba, segundo o estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC com base em dados do Comex Stat. Destinos tradicionais como Estados Unidos e Alemanha continuam relevantes, evidenciando a capacidade da cadeia produtiva de atender diferentes perfis de demanda e rigorosos padrões de qualidade internacionais.
A trajetória de crescimento é consistente. Em 2024, as exportações cearenses de cera de carnaúba cresceram 67% em relação a 2022, atingindo 11,9 mil toneladas e US$ 76,9 milhões em valor FOB. O Ceará responde por 71% de todo o produto exportado pelo Brasil. A China tornou-se o principal mercado desde 2023, quando assumiu a liderança com 20,5% de participação, superando Alemanha e EUA. O crescimento da demanda chinesa está ligado ao uso do produto em cosméticos, alimentos, farmacêutica e indústria automotiva, setores em que a cera de carnaúba se destaca como alternativa sustentável aos derivados de petróleo e de origem animal.
Os principais municípios produtores cearenses são Granja, Camocim e Coreaú, todos no litoral oeste do estado. A carnaúba é extraída das folhas da palmeira típica da caatinga nordestina e tem no Ceará seu principal polo de produção e exportação no mundo. A expansão do mercado chinês reforça a relevância estratégica do produto para a economia do semiárido cearense.
