O senador Cid Gomes (PSB) admitiu na última terça-feira (26), pela primeira vez, a possibilidade de disputar a reeleição ao Senado Federal em 2026. A declaração foi feita durante reunião com deputados estaduais e pré-candidatos do PSB à Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza. Cid condicionou a decisão final à posição pública do deputado federal Júnior Mano (PSB), a quem havia prometido apoio para a disputa pelo mesmo cargo no fim de 2024. O senador reforçou que considera a palavra empenhada um dos pilares de sua trajetória política e que aguarda uma manifestação formal de Mano antes de tornar sua pré-candidatura oficial. Segundo interlocutores, a posição não representa pressão, mas respeito ao acordo firmado anteriormente. O apelo para que Cid dispute a reeleição foi "unânime" entre os parlamentares presentes na reunião, segundo relatos.

Júnior Mano já havia sinalizado, em março, que abriria mão da candidatura caso Cid decidisse concorrer. "Se o senhor quiser ir para a reeleição, não está quebrando palavra comigo. Estou junto, para o que der e vier", declarou Mano em evento em Nova Russas. A investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares envolvendo Mano também pesa no cenário, fragilizando sua candidatura. Nos bastidores, a avaliação é de que, havendo uma sinalização definitiva de Mano, Cid passará a ser o principal nome do PSB na chapa majoritária liderada pelo PT, ao lado do governador Elmano de Freitas na disputa pelo Palácio da Abolição.

A eventual candidatura de Cid fortalece a coesão da base governista e amplia a musculatura eleitoral da chapa. O cenário para as duas vagas ao Senado cearense ainda envolve outros nomes da base, como Eunício Oliveira (MDB), Domingos Filho (PSD) e Chiquinho Feitosa (Republicanos), com definições esperadas nas convenções de julho e agosto.