O senador Cid Gomes (PSB) será relator, no Senado Federal, do projeto que estabelece o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), medida que oferece incentivos fiscais para empresas que instalem ou ampliem data centers no Brasil. A matéria deve ser votada até a próxima semana pelo Congresso Nacional.
POR QUE CID GOMES
A escolha foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já que o parlamentar cearense vem atuando na defesa da instalação de data centers no Brasil, em especial no Ceará. O estado tem condições favoráveis por ser rico em energias renováveis, como eólica e solar, além de ser o segundo maior hub de cabos submarinos de fibra óptica do mundo.
Ao ser indicado, Cid Gomes destacou que o Ceará recebe atualmente o maior investimento da América Latina, entre públicos e privados, referente à construção do data center do TikTok na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Complexo do Pecém. "É um negócio extraordinário, são mais de R$ 200 bilhões que estão sendo investidos em infraestrutura física, mas principalmente em equipamentos", afirmou o senador.
TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO
A política de incentivos a data centers foi implantada pela Medida Provisória 1.318/2025, que perdeu a validade em 25 de fevereiro. A proposta seguiu no projeto de lei 278/26, de autoria de José Guimarães (PT), mas não havia avançado. Um acordo nesta quarta-feira (26) entre o presidente Lula e os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, viabilizou a entrada da matéria na pauta dos próximos dias.
FIEC PROJETA US$ 100 BILHÕES
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, avalia que o Redata abre um novo capítulo no desenvolvimento sustentável do estado, com potencial de atrair investimentos que podem superar US$ 100 bilhões nos próximos anos e gerar mais de 20 mil empregos.
Segundo Cavalcante, o consumo de eletricidade dos data centers no Brasil pode passar de 1,6% do consumo atual para até 6,7% em 2030, crescimento acima da média mundial, projetada em até 4,8% no mesmo período, com ampliação do uso de energias renováveis.
