O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), descartou nesta sexta-feira (19) qualquer possibilidade de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de 2026, em entrevista à revista Veja. Apesar de contar com o apoio do Partido Liberal em sua candidatura estadual, o ex-ministro classificou como "insuperáveis" as divergências entre PSDB e PL no plano nacional. "A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não teríamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional", declarou. No cenário presidencial, Ciro seguirá a orientação nacional do PSDB, que trabalha com o nome de Aécio Neves como pré-candidato ao Planalto. Ciro chegou a ser convidado pela direção tucana para disputar a Presidência pela quinta vez, mas recusou e optou por concentrar esforços na tentativa de retornar ao Governo do Ceará, cargo que ocupou entre 1991 e 1994.

Na entrevista, Ciro colocou a segurança pública como principal bandeira e comentou o avanço das facções criminosas. Embora discorde da classificação dos EUA de PCC e CV como organizações terroristas, avaliou que a medida pode ampliar mecanismos de combate ao crime organizado. Na quinta (18), Ciro apresentou as bases do seu Plano Participativo de Gestão, com sete encontros regionais previstos e as áreas de segurança pública, saúde, emprego e gestão como pilares.

Ciro também fez críticas ao PT e ao governo Lula. "Existe uma fadiga de material. O PT chegava aqui, na véspera da eleição, dizendo no carro de som que quem não votasse no partido ia perder o Bolsa Família. Hoje ninguém acredita mais", declarou. O tucano lidera as primeiras pesquisas em empate técnico com Elmano de Freitas no primeiro turno.