O Democracia Cristã (DC) confirmou a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa à Presidência da República, em substituição ao ex-ministro Aldo Rebelo. A decisão foi anunciada em nota assinada pelo presidente nacional do partido, João Caldas, logo após Rebelo ir às redes sociais repudiar publicamente a indicação de Barbosa, classificando-a como uma "afronta a tudo o que defendo como relações políticas". Rebelo disse ainda que o anúncio teria sido feito como um "balão de ensaio" sem sua ciência. A nota do DC endossou o perfil do ex-presidente da Suprema Corte como o "reconstrutor da confiança do povo brasileiro nas instituições", posicionando Barbosa como uma resposta à crise de ética na política e à desmoralização do STF.

Joaquim Barbosa foi relator do julgamento do Mensalão, primeiro negro a presidir o STF e ocupou o cargo entre 2012 e 2014. O jurista mineiro aposentou-se da Corte há uma década e desde então atuava na advocacia privada. Seu nome já foi cotado para disputas presidenciais em outras ocasiões, mas nunca chegou a disputar uma eleição. A filiação ao DC e o lançamento da pré-candidatura representam sua estreia formal na arena eleitoral. O partido, fundado em 2020 e situado à direita do espectro político, buscava um nome de maior projeção nacional para a corrida presidencial de outubro.

O racha interno entre Barbosa e Rebelo expõe as dificuldades do DC em estruturar uma candidatura coesa. O cenário presidencial de 2026 já conta com Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Ciro Gomes (PSDB) e Renan Santos (Missão) como pré-candidatos, e a entrada de Joaquim Barbosa adiciona mais um nome ao campo de centro-direita que busca alternativas à polarização entre PT e PL.