O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez acenos ao público feminino nesta sexta-feira (3), durante seminário sobre comunicação do PL em Brasília, após o desgaste com Michelle Bolsonaro e a declaração machista do influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família, que afirmou que mulher vota muito mal. "É a mulherada que manda em casa, é a mulherada que manda no Brasil e que fala por último no palco", disse Flávio, que evitou comentar o racha com a madrasta. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse ter "certeza de que Michelle apoiará Flávio". A deputada Soraya Santos revelou que partiu de Flávio a ideia de congelar a vaga de presidente do PL Mulher até o fim da eleição porque Michelle é "insubstituível". O senador também sugeriu a ampliação de creches para que mulheres possam trabalhar.
O seminário reuniu o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e o senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio. Michelle foi mencionada pelas mulheres que falaram ao microfone, mas aliadas da ex-primeira-dama boicotaram o evento. Dois parlamentares se queixaram, sob reserva, da falta de definição sobre a vice-presidência, que deve ser encaminhada a uma mulher, e sobre o Senado. Flávio tem considerado o nome de Daniella Marques (Republicanos) como possível candidata a vice. Sóstenes abriu a possibilidade de que o PL negocie a chapa ao Senado pelo Rio com Marcelo Crivella (Republicanos), que obteve vitória no TSE autorizando sua candidatura.
O PL tenta estancar a crise aberta pelo vídeo de Michelle no dia 24 de junho, que resultou na saída dela da presidência do PL Mulher. Flávio reafirmou disposição de disputar: "Era para Bolsonaro estar aqui. Mas estou aqui firme e forte, mais forte do que nunca, de cabeça erguida, para disputar a presidência ao Brasil", disse.
