O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completa hoje o sétimo dia com novos ataques em larga escala. Israel bombardeou bairros de Teerã e a cidade de Shiraz, no sul do Irã, onde ao menos 20 pessoas morreram. Subúrbios de Beirute ligados ao Hezbollah também foram alvejados, elevando para pelo menos 123 o número de mortos no Líbano desde o início das operações. A guerra teve início no dia 28 de fevereiro, com ofensiva conjunta de Washington e Tel Aviv que matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

O Irã mantém capacidade ofensiva e lançou nova salva de mísseis contra Tel Aviv, enquanto o Hezbollah disparou foguetes contra território israelense. A Arábia Saudita e o Catar informaram ter interceptado drones e mísseis iranianos direcionados a bases aéreas na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as forças americanas e israelenses destruíram grande parte das capacidades militares iranianas, incluindo a Marinha e sistemas de defesa aérea, mas descartou o envio de tropas terrestres ao país.

O conflito também provoca efeitos econômicos globais. O Irã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, fazendo o barril do Brent ultrapassar 80 dólares. Cerca de 12,9 mil voos foram cancelados no espaço aéreo da região, deixando milhares de turistas presos. O Brasil, embora autossuficiente em petróleo, pode ser afetado indiretamente pelo aumento no custo de combustíveis e logística.