O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou hoje o tom das ameaças contra o Irã ao publicar na rede social Truth Social que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada". A declaração foi feita horas antes do prazo final imposto por Washington para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, fixado para as 21h (horário de Brasília). Trump afirmou não desejar esse desfecho, mas avaliou que ele "provavelmente acontecerá", ao mesmo tempo em que sugeriu que "algo revolucionariamente maravilhoso" ainda poderia ocorrer caso houvesse mudança de postura do regime iraniano.
O ultimato ocorre na sexta semana de conflito entre EUA, Israel e Irã. Forças norte-americanas e israelenses realizaram hoje ataques à ilha de Kharg, principal polo de exportação de petróleo do Irã, responsável por cerca de 90% das exportações de crude do país. Duas pessoas também morreram em um ataque conjunto a uma ponte ferroviária próxima à cidade de Kashan. Trump ameaçou ainda destruir usinas de energia, pontes e outras infraestruturas civis iranianas caso não seja alcançado um acordo. O Brent era negociado acima de US$ 110 o barril em Londres em meio à crise.
O governo iraniano classificou as declarações como "ilógicas" e reiterou que não negocia sob ameaça. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou estar pronto para "sacrificar a própria vida" em defesa do país. As Nações Unidas alertaram que ataques indiscriminados a infraestrutura civil podem configurar crimes de guerra. O Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás, segue praticamente fechado desde o início do conflito.
Trump ameaça Irã e diz que "uma civilização inteira morrerá esta noite"
