Israel e Irã continuam trocando ataques aéreos mesmo com o presidente americano Donald Trump afirmando que os EUA estão em negociações com "as pessoas certas" no Irã para encerrar o conflito. As Forças Armadas iranianas, dominadas pela linha-dura Guarda Revolucionária, rejeitaram publicamente a afirmação de Trump, afirmando que os EUA estão "negociando consigo mesmos". O conflito entre os dois países teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra alvos iranianos, desencadeando um dos maiores choques energéticos da história recente.

O governo Trump enviou ao Irã um plano de 15 pontos para discussão, que inclui o desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do apoio a milícias regionais e a reabertura do Estreito de Ormuz. Os EUA também buscam um cessar-fogo de um mês para discutir as propostas. No entanto, a liderança iraniana descartou qualquer negociação formal, alegando que os EUA atacaram o país duas vezes durante negociações de alto nível nos últimos dois anos. O Irã atacou bases americanas na região e praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Desde o início do conflito, os mercados financeiros e de energia globais foram fortemente impactados, com o petróleo atingindo patamares históricos. A morte do líder supremo Ali Khamenei nos primeiros ataques e a continuidade dos bombardeios de ambos os lados mantêm o Oriente Médio em situação de extrema tensão. A comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos do conflito, que envolveu direta ou indiretamente países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Iraque e Kuwait.