O Irã anunciou neste domingo (8) que a Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 aiatolás responsável por eleger a autoridade máxima da República Islâmica, chegou a um consenso sobre o sucessor do líder supremo Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante bombardeio conjunto de Estados Unidos e Israel contra Teerã. O nome do novo líder, no entanto, não foi divulgado oficialmente, permanecendo como sigilo de Estado em meio à escalada militar na região. A confirmação foi feita pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda e publicada pela agência iraniana Mehr.
Entre os nomes cotados para o cargo está Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido e figura influente dentro do regime, além de Ali Larijani, ex-chefe de segurança nacional. Israel já declarou que o novo guia supremo será considerado alvo militar, e o presidente americano Donald Trump afirmou que não aceitaria Mojtaba no cargo. O processo decisório foi conduzido de forma remota e por escrito, diante das ameaças de novos ataques a qualquer reunião destinada a formalizar a sucessão. Enquanto o novo líder não assume, o país é governado por um conselho interino formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário e por um clérigo de alto escalão.
O conflito, que já dura oito dias, se intensificou neste domingo com Israel bombardeando quatro depósitos de petróleo na região de Teerã, interrompendo temporariamente a distribuição de combustível na capital. O ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque à infraestrutura energética como uma "fase perigosa" da guerra. Os futuros do petróleo bruto encerraram a semana acima de US$ 90 o barril, no maior ganho percentual semanal em décadas, reflexo direto da instabilidade no Estreito de Ormuz.
Irã anuncia escolha de novo líder supremo, mas mantém nome em sigilo
