O presidente Lula iniciou hoje, no Hospital Sírio-Libanês de Brasília, um tratamento preventivo de radioterapia superficial no couro cabeludo, após a retirada de uma lesão basocelular realizada em 24 de abril. O boletim médico emitido pela equipe presidencial confirmou que o procedimento tem caráter exclusivamente preventivo, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência do câncer de pele. Lula deverá passar por 15 sessões de radioterapia ao longo das próximas três semanas, cada uma com duração aproximada de dois minutos. O tratamento não impõe restrições à rotina do presidente, que seguirá cumprindo normalmente sua agenda oficial. O acompanhamento médico segue sendo realizado pelas equipes lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

O câncer retirado em abril era do tipo basocelular, o mais comum entre os cânceres de pele e geralmente associado a baixa agressividade e altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente. A lesão foi identificada durante consulta de rotina e removida em procedimento ambulatorial no Sírio-Libanês de São Paulo, mesmo dia em que Lula passou por uma infiltração no polegar direito para tratar tendinite. O diagnóstico veio a público após imagens publicadas nas redes sociais mostrarem o presidente com uma faixa na cabeça após o procedimento.

Ao longo do terceiro mandato, Lula acumulou outros atendimentos hospitalares: em dezembro de 2024 passou por cirurgia de emergência na cabeça para tratar hemorragia intracraniana decorrente de uma queda, e em janeiro de 2026 realizou cirurgia de catarata. A radioterapia preventiva iniciada hoje é considerada de baixo impacto clínico e não deve interferir nas atividades do presidente.