O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou hoje que 5,1 milhões de famílias saíram do Bolsa Família desde 2023, após aumentar a renda familiar por meio do trabalho, o que representa benefício direto a cerca de 15 milhões de pessoas. A declaração foi feita durante o programa Bom Dia, Ministro, da EBC, e rebate críticas recentes do apresentador de TV Luciano Huck, que em evento do Esfera no Guarujá sugeriu que parte dos beneficiários busca permanecer no programa "eternamente". Huck acabou se desculpando publicamente pelo comentário. "Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a trabalhar. É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres", afirmou Wellington Dias.
O ministro citou estudos para sustentar a eficácia do programa. Levantamento da FGV em parceria com o Banco Mundial aponta que 70% da primeira geração de beneficiários deixou a pobreza, principalmente por meio da educação. Em maio de 2026, 7,1 milhões de famílias recebem o Bolsa Família e também possuem emprego formal com carteira assinada. Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje trabalham para alguém que, até recentemente, era beneficiário do programa. Mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do Bolsa Família. Wellington Dias destacou ainda que o modelo brasileiro de transferência de renda é adotado ou estudado por cerca de 140 países.
O ministro também vinculou o desempenho do programa ao novo IDH brasileiro de 0,805, divulgado nesta semana pelo Pnud, que colocou o Brasil pela primeira vez na categoria de países com desenvolvimento humano "muito alto". "O próprio estudo aponta que um dos principais fatores do avanço do IDH é o Bolsa Família", afirmou Dias.
Ministro rebate crítica de Luciano Huck e diz que 5,1 milhões saíram do Bolsa Família desde 2023
