O Ocean Summit 2026 teve início hoje em Fortaleza, na Casa da Indústria, com debates sobre economia azul e uma masterclass do economista belga Gunter Pauli, pioneiro do conceito de Economia Azul e da metodologia ZERI. O evento é promovido pelo Observatório da Indústria Ceará, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), e reúne especialistas, empresários, acadêmicos e representantes do setor público. O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou o potencial cearense para se tornar referência nacional em economia do mar. "Temos um litoral privilegiado, posição geográfica estratégica, rica biodiversidade, vocação logística, potencial para energias renováveis offshore e uma diversa cadeia produtiva ligada à pesca, à aquicultura, ao turismo e ao comércio internacional. Não por acaso, o Ceará consolidou-se como o maior exportador de pescados do Brasil", afirmou.
A Economia Azul já representa quase 3% do PIB do Estado e emprega cerca de 8 mil pessoas com carteira assinada, segundo o gerente do Observatório da Indústria Ceará, Guilherme Muchale. Na masterclass, Pauli apresentou a metodologia ZERI, que defende um modelo de desenvolvimento capaz de unir crescimento econômico, inovação e recuperação ambiental, com base em mais de 200 projetos que mobilizaram mais de 5 bilhões de euros em todo o mundo. "Se você não sabe que é possível, não pode fazer projetos novos", afirmou, propondo a construção conjunta de um portfólio de oportunidades para o Ceará.
O evento conta com parceria do Sebrae e apoio do Hub ODS Ceará e da Câmara Setorial de Economia Azul da ADECE. A programação inclui debates sobre aquicultura, transporte marítimo, energia offshore e turismo costeiro, além de uma intervenção artística da arquiteta cearense Joana Cardoso com obras feitas de resíduos recriando um cenário oceânico.
