O Tribunal Superior Eleitoral divulgou na última quarta-feira (3) a distribuição dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha entre os 30 partidos que disputarão as eleições de outubro. O PL lidera com R$ 881 milhões, seguido pelo PT com R$ 615,4 milhões e pelo União Brasil com R$ 526,2 milhões. Juntas, as três legendas concentram cerca de 40% do total. Completam o top 5 o PSD com R$ 421 milhões e o Progressistas com R$ 417 milhões. A distribuição segue critérios da Lei das Eleições de 1997: 2% divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE; 35% proporcionais aos votos obtidos na última eleição para a Câmara; 48% conforme o número de deputados federais eleitos; e 15% de acordo com a representação no Senado.

No contexto das eleições cearenses, o PL é um dos partidos de maior relevância na disputa pelo governo do estado, com André Fernandes presidindo o diretório estadual e o deputado estadual Pastor Alcides Fernandes como pré-candidato ao Senado pela chapa de oposição liderada por Ciro Gomes (PSDB). O PT, segundo na distribuição do fundo, financia a campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas e do presidente Lula no estado. O Novo, partido do senador Eduardo Girão, pré-candidato ao governo, receberá uma das menores fatias, o que representa uma desvantagem financeira expressiva em relação aos adversários.

O fundo eleitoral foi criado em 2017 pelo Congresso Nacional após o STF proibir o financiamento de campanhas por empresas privadas em 2015. Além do FEFC, os partidos também contam com o Fundo Partidário, repassado anualmente para manutenção das atividades administrativas. Os recursos serão liberados aos partidos ao longo do período eleitoral, conforme cronograma estabelecido pelo TSE.