O PL avaliou hoje como administrável o impacto da pesquisa Datafolha que mostrou Flávio Bolsonaro caindo de 35% para 31% no primeiro turno, e manteve a aposta no nome do senador para a disputa presidencial de outubro. Integrantes do partido ouvidos pela CNN Brasil afirmam que o desgaste provocado pelo caso Master, especialmente pelas conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, não comprometeu a viabilidade da candidatura. A avaliação interna é de que a queda nas pesquisas é conjuntural e que o eleitorado bolsonarista é fiel o suficiente para sustentar a candidatura ao longo da campanha. O partido também minimiza a possibilidade de que Michelle Bolsonaro substitua Flávio na corrida presidencial, avaliando que a ex-primeira-dama perdeu força como alternativa nos últimos dias, em parte pela sua postura no caso Master, quando evitou mencionar o enteado em seu discurso em Brasília.
A estratégia do partido é ampliar a agenda pública de Flávio, reforçar sua presença nas redes sociais com foco em pautas econômicas e de segurança, e esperar que o impacto do caso Master se dilua com o passar das semanas e a aproximação da campanha oficial. Lideranças do PL avaliam que a eleição será decidida no segundo turno e que, nesse cenário, a polarização entre PT e PL tende a se recompor, reduzindo a diferença atual de quatro pontos (47% a 43%) para dentro da margem de erro. A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 20 e 21 de maio, com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais, sendo o primeiro levantamento feito integralmente após as revelações do Intercept sobre Flávio e Vorcaro.
PL minimiza Datafolha e mantém aposta em Flávio Bolsonaro para a presidência
