O Brasil encerrou 2025 com 59,97 milhões de vínculos de emprego formal ativos, crescimento de 5% em relação a 2024, com a criação de 2,8 milhões de novas vagas no período, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O setor de Serviços liderou a expansão, com alta de 7,2% e criação de 2,4 milhões de vínculos, impulsionada pelo crescimento de 15,2% na administração pública, especialmente nos municípios. O Comércio e a Indústria cresceram 1,7% cada, a Construção Civil avançou 2,5% e a Agropecuária, 1,6%. O número de estabelecimentos empregadores também subiu 2,1%, passando de 4,7 para 4,8 milhões. A remuneração média apresentou leve retração de 0,5%, ficando em R$ 4.434,38. "Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo", afirmou o ministro Luiz Marinho.

O crescimento foi mais intenso nas regiões Norte e Nordeste, ambas com alta de 10,1%. O Ceará se destacou entre os estados com maior crescimento absoluto, gerando 195.462 novos vínculos formais, alta de 10,6%, quarto maior número do país em termos absolutos, atrás apenas de São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Os estados com maior crescimento proporcional foram Amapá (20,5%), Piauí (13,2%), Alagoas (13%) e Paraíba (12,9%). O Sudeste segue concentrando a maior parcela dos empregos formais, com 47,4% do total, seguido pelo Nordeste com 19,5% e o Sul com 16,8%.

Desde 2023, o Brasil acumula a geração de 7,8 milhões de postos formais de trabalho, considerando o setor público e privado. O resultado de 2025 reforça a trajetória de expansão do mercado formal, que em 2024 já havia registrado o menor índice de desemprego da história do país. O dado negativo da RAIS foi a queda real na remuneração média dos trabalhadores, sinal de que o crescimento do emprego não foi acompanhado por aumento de salários na mesma proporção.