O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira para manter a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da preventiva, com o voto de Gilmar Mendes ainda pendente. Mendonça, relator do caso, rebateu os argumentos da defesa e citou novas mensagens violentas encontradas no celular de Vorcaro, incluindo ameaças de morte e indícios de envolvimento com milícia, como elementos que reforçam a necessidade da prisão.
O ministro Dias Toffoli decidiu não participar da votação, o que havia animado a defesa por abrir margem para um empate. Em caso de empate na Segunda Turma, o resultado que mais beneficia o réu deve ser proclamado, podendo resultar em prisão domiciliar ou uso de tornozeleira. Toffoli se declarara suspeito para julgar o caso, reduzindo de cinco para quatro os votos possíveis na turma. A prisão atual de Vorcaro, decretada em 4 de março na Operação Compliance Zero, é a terceira desde novembro de 2025.
Com a confirmação da prisão, crescem nos bastidores as expectativas por uma eventual delação premiada do banqueiro. Advogados e integrantes do STF ouvidos pela CNN reconhecem que, com as opções de defesa se estreitando, a colaboração pode se tornar a principal saída de Vorcaro. A defesa contesta a validade da preventiva, argumentando que as mensagens usadas como base pela Polícia Federal são antigas e não representariam risco atual às investigações.
STF forma maioria para manter prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro
