O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito nesta quarta-feira (11) para analisar a ação que pede ao STF a determinação de instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar o Banco Master. Na decisão, o magistrado alegou suspeição por motivo de foro íntimo, sem detalhar as razões. Horas depois, o ministro Cristiano Zanin foi sorteado como novo relator da ação, apresentada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que argumenta que o requerimento reúne mais de um terço das assinaturas necessárias para instalar a comissão.

O caso envolve Toffoli desde novembro do ano passado, quando o ministro passou a supervisionar as investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Em fevereiro, ele deixou a relatoria do inquérito após críticas à condução do processo e revelações sobre negócios de sua família com fundos ligados ao banqueiro, sendo substituído pelo ministro André Mendonça. A nova ação tratava especificamente da instalação da CPI, que é distinta do inquérito criminal em andamento.

Antes de se declarar suspeito, Toffoli havia afirmado que não estavam presentes os requisitos para concessão de liminar que determinasse a instalação imediata da comissão. Parlamentares defendem a criação de uma CPI exclusiva para investigar o Master, além das frentes já em andamento no Congresso, como a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado. Cabe agora a Zanin decidir sobre a instalação da comissão.