A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) completou 191 anos de atuação como uma das principais instituições responsáveis pela construção política e social do estado. Criada em 1835, ainda no período imperial, a Casa atravessou diferentes contextos históricos e consolidou-se como espaço de debate, elaboração de leis e representação da população cearense. A celebração ocorreu nesta quarta-feira (8) com solenidade no Hall do Plenário 13 de Maio. Para o presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri (PSB), o aniversário simboliza a trajetória de um Parlamento que alia tradição à capacidade de se reinventar. "Um parlamento com história de 191 anos significa tradição e transformação. Somos democracia, somos esperança, somos aprendizagens", declarou.

A origem da Alece está ligada às transformações políticas do Brasil no século XIX. Segundo o historiador e curador do Memorial Deputado Pontes Neto da Alece (Malce), Mateus Django, a instituição decorreu do Ato Adicional de 1834, que estabeleceu as Assembleias Legislativas Provinciais, com os trabalhos tendo início em 1835. O primeiro presidente da Casa foi José Martiniano de Alencar. Nos primeiros anos, o acesso ao Parlamento era restrito a homens brancos, letrados, com 25 anos ou mais e renda mínima comprovada. Ao longo de quase dois séculos, a instituição acumulou marcos como os debates sobre a abolição da escravidão no Ceará e a elaboração da Constituição Estadual de 1947. A Casa funciona no atual edifício desde 1966, com o Plenário 13 de Maio inaugurado em 1977.

Hoje, a Alece é reconhecida pela ampliação da participação popular e pela abertura de canais de diálogo com a sociedade. O Memorial Deputado Pontes Neto preserva a memória política do estado e tem como missão construir cidadania e consciência política entre os cearenses.