O Ceará registrou em abril de 2026 um saldo positivo de 3.509 empregos formais, tornando-se o segundo maior gerador de postos de trabalho do Nordeste no mês, atrás apenas da Bahia (8.461), segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na última quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é proveniente da relação entre 56.557 contratações com carteira assinada e 53.048 demissões. No acumulado de janeiro a abril de 2026, o Ceará soma 15.691 novos empregos formais, também o segundo maior saldo do Nordeste no período, atrás da Bahia (37.959) e à frente de Pernambuco (8.648). No país, foram gerados 85.888 empregos em abril, com São Paulo liderando o ranking nacional com 20.202 vagas.

Em nível setorial, os Serviços foram o principal motor da geração de empregos no Ceará em abril, com 2.117 novas vagas, seguidos pela Construção Civil (671). No recorte geográfico, Fortaleza liderou as contratações no estado, com saldo de 2.357 vagas, seguida por Juazeiro do Norte (360), Caucaia (336), Aracati (152), Maracanaú (137) e Crato (130). O secretário do Trabalho, Vladyson Viana, destacou a sazonalidade do mercado: "Estamos muito felizes com o resultado, e acreditamos que os próximos meses tendem a manter essa trajetória de ampliação, uma vez que o ritmo de crescimento econômico é ainda mais satisfatório quando caminhamos para o segundo semestre do ano."

O resultado de abril reforça a trajetória positiva do emprego formal cearense em 2026, que inclui abertura de mais de 57 mil empresas no primeiro quadrimestre, alta de 10,6% nos empregos formais em 2025 segundo a RAIS e crescimento da indústria acima da média nacional. Pela primeira vez na história, o número de empregos com carteira assinada no Ceará supera o de beneficiários do Bolsa Família, marca alcançada em julho de 2025 e mantida desde então.